ELEFANTE BRANCO
O QUE É ELEFANTE BRANCO
É algo grande! E Branco. Até aqui bastante óbvio, mas o que nao sabes é que ele tambem é negro, amarelo e púrpura. Pode ter qualquer cor, diferentes formas, sons, aromas e gostos. Para nao falar da maneira como ele engloba tantos e diferentes pontos de vista sobre o mesmo tema. É impossivel catalogá- lo. O elefante branco sou eu, és tu, e ele também. Por isso sente- te livre para aportar o teu graozinho e disfruta!!!
WHITE ELEPHO
White elephant is BIG! And it is white. Until here is very obvious. But what you need to know is that he is also black, yellow, and purple, he can feature every colour, also different shapes, sounds, aromas and tastes. Not to metion his mind: it ensembles so many different points of view on the same issue that it is impossible to label it. We don´t try to label: We just feel it. Enjoy with us.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
(Des)acertos
Todas as manhãs acordo por engano, visto que é de noite ainda. Deito-me tarde, acordo cedo, e vou pagando o preço dessa indisciplina constante.
Tacteio as paredes em busca de equilíbrio e dou por mim a céu aberto com uma compostura que me espanta. Às 09h estou no trabalho, funcional e competente, como exige a cartilha.
A tarde costuma ser passada com igual funcionalidade, embora as pálpebras, pesadas, teimem em degladiar-se com uma ferocidade que me comove. Não me intrometo. De vez em quando adio o combate com um café apaziguador.
Nos dias que se seguem volto a enganar-me, e julgo que tem sido assim grande parte da minha existência: um aglumerado de enganos certeiros e continuados.
Não sei quando me aconteceu este cansaço permanente, não físico mas da alma, esta idolência perante tudo menos no empenho com que vou erguendo muros a proteger quem sou.
A certeza de que as amarras que vou desatando em público para tranquilizar os outros mantêm bem atadas as outras, que me vão ancorando a um ser que só parcialmente sou eu.
Ah, o medo de ser inteiro...
Às vezes, contudo, no meio dos enganos de que me vou fazendo, calha acertar, numa qualquer emoção incontida a desatar nós em mim.
Um dia pra rasgar e de repente um elogio recebido a sangue frio, sem a anestesia das introduções simpáticas que me fazem sempre duvidar. Um elogio à queima-roupa, duro, e por isso indubitávelmente verdadeiro e eficaz a embalar o ego.
Uma ponta de fragilidade que descubro inesperadamente em quem amo mas que o não enfraquece aos meus olhos, pelo contrário, torna mais forte o laço que nos une, porque frágeis os dois.
Uma mão pequenina, infantil, pousada no meu ombro descaído, descrente, a ficar quando tudo em mim parece querer fugir.
O sofrimento alheio, testemunhado sem querer, e qualquer coisa a doer em mim, funda. Eu, sempre de poucas lágrimas, dou por mim com os olhos aflitos, rasos de mar.
Dizer amo-te sem pensar, sem planear, sem hesitar, sem doer....
Tacteio as paredes em busca de equilíbrio e dou por mim a céu aberto com uma compostura que me espanta. Às 09h estou no trabalho, funcional e competente, como exige a cartilha.
A tarde costuma ser passada com igual funcionalidade, embora as pálpebras, pesadas, teimem em degladiar-se com uma ferocidade que me comove. Não me intrometo. De vez em quando adio o combate com um café apaziguador.
Nos dias que se seguem volto a enganar-me, e julgo que tem sido assim grande parte da minha existência: um aglumerado de enganos certeiros e continuados.
Não sei quando me aconteceu este cansaço permanente, não físico mas da alma, esta idolência perante tudo menos no empenho com que vou erguendo muros a proteger quem sou.
A certeza de que as amarras que vou desatando em público para tranquilizar os outros mantêm bem atadas as outras, que me vão ancorando a um ser que só parcialmente sou eu.
Ah, o medo de ser inteiro...
Às vezes, contudo, no meio dos enganos de que me vou fazendo, calha acertar, numa qualquer emoção incontida a desatar nós em mim.
Um dia pra rasgar e de repente um elogio recebido a sangue frio, sem a anestesia das introduções simpáticas que me fazem sempre duvidar. Um elogio à queima-roupa, duro, e por isso indubitávelmente verdadeiro e eficaz a embalar o ego.
Uma ponta de fragilidade que descubro inesperadamente em quem amo mas que o não enfraquece aos meus olhos, pelo contrário, torna mais forte o laço que nos une, porque frágeis os dois.
Uma mão pequenina, infantil, pousada no meu ombro descaído, descrente, a ficar quando tudo em mim parece querer fugir.
O sofrimento alheio, testemunhado sem querer, e qualquer coisa a doer em mim, funda. Eu, sempre de poucas lágrimas, dou por mim com os olhos aflitos, rasos de mar.
Dizer amo-te sem pensar, sem planear, sem hesitar, sem doer....
sexta-feira, 30 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
BLACK RADIO
Black Radio é o nome do ultimo trabalho de Robert Glasper e sua Experiment Band. Hoje faz um mês desde o seu lançamento e as críticas näo podiam ser melhores. Este é " O" album, para todos os amantes da boa música soul. Robert Glasper mistura a mais tradicional classe jazz, com elementos de hip hop, r&b, rap e electrónica( vocoder e tudo!), e para este disco contou com as participaçoes das máximas referencias destes estilos, tais comoBilal, Ledisi, Erykah Badu, Yassin Bey( Mos Def antes da conversao ao Isläo(!), Lalah Hathaway( check!), Lupe Fiasco o Meshell N´dgeocello. O grupo estará em Europa em Abril e Maio para alguns concertos, e infelizmente näo passará por Portugal, mas para quem nao quiser perder, estaräo em Madrid no dia 20 de Abril!
http://robertglasper.com/
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Florbela!
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!"
Correspondência (1930)
F Espanca
Correspondência (1930)
F Espanca
quarta-feira, 21 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Sísifo (Miguel Torga)
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
terça-feira, 13 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
JL
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